• Quem pode aderir à Sociedade de São Vicente de Paulo?

    Pode aderir à Sociedade de São Vicente de Paulo quem quiser traduzir em actos a mensagem que Jesus Cristo nos deixou:

    "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei."

  • Como se pode colaborar com a Sociedade de São Vicente de Paulo?

    Pode fazê-lo do seguinte modo:

    - aderindo à nossa Conferência;
    - contribuindo com géneros alimentares, roupa, ofertas monetárias (NIB: 0035 0826 00000 6904 3103), entre outros...

As consequências de meu Sim e meu Não!

Na reunião do pretérito dia 3 de Março de 2011, o tema de reflexão apresentado, como habitual, nas nossas reuniões quinzenais teve por título As consequências de meu Sim e meu Não!”, retirado do site da Canção Nova (http://www.cancaonova.com) e escrito por Dijanira Silva, Missionária da Comunidade Canção Nova, em Fátima.

 

 

 

 

Se observarmos bem, passamos o dia inteiro dizendo “sim” ou “não”.

Já ao amanhecer uma voz amiga nos chama “está na hora de levantar, acorda…”, e aí, nos deparamos com a nossa primeira oportunidade de dizermos “sim” ou “não”. Se dissermos “sim” e levantarmos, não nos atrasaremos, e provavelmente um dia feliz com inúmeras oportunidades de dizer “sim” ou “não” nos espera.

No entanto, se nossa resposta for “não”, as consequências podem ser dramáticas… Perder a hora, ficar nervoso e começar a dizer “não” até para o sol que insiste em brilhar.

Claro que existem situações nas quais a resposta deve ser “não” mesmo, entra aí o PHN, “Por hoje não vou mais pecar”. Mas, o certo é que nossas palavras não sejam neutras e nossas escolhas também não o sejam!

É preciso muita atenção no falar, não é à toa que o salmista reza: “…ponde, Senhor, uma guarda em minha boca, uma sentinela na porta de meus lábios…” (Sal 140)

Quantas vezes, respondemos precipitadamente dando um “sim” ou um “não” imaturos que nos trazem grandes consequências, frutos do comodismo, da pressa, da impaciência, da irresponsabilidade?

Como nos pode fazer bem uns segundinhos de reflexão na hora de abrirmos a boca para falarmos! Santa Teresa, ao aconselhar uma de suas irmãs, disse: “Nunca fales coisa alguma, sem antes refletir e recomendar-te ao Senhor, a fim de que jamais profiras algo que possa magoar alguém! Nunca teimes em ter razão, principalmente tratando-se de coisas insignificantes! Fala a todos com cortesia! Corrigindo alguém, sê modesto e humilde e nunca o faça sem te humilhares a ti mesmo. Não ouça e não fales mal de ninguém. Sê brando com todos e rigoroso contigo mesmo! “

Peçamos a Deus que estes conselhos venham sempre à nossa mente na hora de darmos nosso “Sim” ou nosso “Não”.

 

Dijanira Silva

Missionária da Comunidade Canção Nova, em Fátima, Portugal

Anúncios

Pai Natal ou Jesus Cristo

Na reunião do pretérito dia 16 de Dezembro de 2010 o tema de reflexão da nossa reunião teve por título “Pai Natal ou Jesus Cristo”, feito por Inês Broshuis – membro do Grupo de Reflexão da Catequese da CNBB e da comissão de Catequese do Leste 2.

Estamos em plena época da festa do Natal. Toda a atmosfera da cidade fala disso. Shoppings enfeitados de forma mais bonita possível. Decorações luminosas, vitrines ornamentadas anunciando a felicidade de receber presentes caros e sofisticados e que gritam: “Vamos ser felizes! É Natal!”

Observando bem, parece que estamos a celebrar duas festas contraditórias. De um lado, a festa cristã do Natal, com um sério tempo de preparação chamado “Advento”, com uma liturgia profunda, de espera, de uma sobriedade festiva, de reuniões da comunidade para fazer a Novena do Natal, tudo a culminar na grande festa que nos lembra que Deus veio até nós na pessoa do seu Filho Jesus, mostrando-nos novos caminhos, novo sentido para uma vida fraterna e de paz.

Por outro lado, a festa da chegada do Pai Natal, festa comercial que tomou, injustamente, o nome “Natal”, mas que não tem nada a ver com o sentido cristão da festa. O comércio faz os cálculos dos lucros e, com muitas luzes e músicas, inaugura a sua festa meses antes. Faz crer que a felicidade está no esbanjamento de presentes, campanhas a apelar ao consumismo desmedido. Dão à festa uma certa poesia de bondade sentimental, com verniz de generosidade e emoção.

O Pai Natal tomou o lugar do Menino pobre de Belém, cuja lembrança ficou sufocada. É melhor ele nem “crescer” e ficar sempre a criancinha bonitinha que comove e enternece, para que não precisemos ouvir suas palavras e exigências que incomodam.

Não quero dizer que os presentes não têm sentido no Natal. Podem ter se forem realmente sinais de “presença”, de amor. Não são os presentes caros, luxuosos, mas os sinais simples que querem expressar a alegria de estar unidos, do mútuo bem-querer.

O Natal seja realmente a festa de amor, de solidariedade, de perdão e de conversão. Que o grande dom do Pai, o grande “presente” para a humanidade, tenha seu efeito na mudança de conduta, na consolidação da paz na família e na sociedade, para a construção de um mundo mais cristão.


Inês Broshuis – membro do Grupo de Reflexão da Catequese da CNBB e da comissão de Catequese

Bom Natal!

Família: uma escola de amor

Na reunião do pretérito dia 24 de Setembro de 2010 o tema de reflexão da nossa reunião teve por título “Família: uma escola de amor”, retirado do site da Canção Nova (http://www.cancaonova.com) e escrito por Monsenhor Jonas Abib., fundador da Comunidade Canção Nova.

Família: uma escola de amor

Todos nós precisamos do amor puro uns dos outros. Precisamos do amor de nosso pai… e como é importante a presença, o carinho, a segurança, a firmeza, as correcções, as ordens, e até mesmo as zangas e broncas do pai… Tudo isso é amor e é essencial para nosso crescimento, nosso equilíbrio, nossa maturidade e formação.

Nem preciso dizer o quanto precisamos do amor de mãe, da presença, do carinho, da correcção, do perdão que só a mãe sabe dar. Todos nós precisamos do amor puro de nossos irmãos e irmãs, da convivência, das diferenças e até mesmo das dificuldades. Tudo isso faz parte de nosso crescimento e de nossa maturidade. Sem isso, ficamos afectivamente imaturos.

A família é o nosso habitat, é o ambiente natural, criado por Deus, para aprendermos a dar e receber amor. É no ambiente caloroso de um lar, no aconchego de uma família, por mais simples e pobre que seja, que aprendemos a amar e ser amados. Deixe-se ser atingido por gestos de amor, de bondade, de carinho, de compreensão, de perdão…

Precisamos de amor puro do pai, de mãe, de irmão… Precisamos de amor puro de nossa família. Sim, a família é e precisa ser um “oásis de amor”. É urgente preservar esses oásis de amor que ainda existem. Como é bom ser família! Como é bom ter a presença de homens e mulheres, de adultos, de jovens e de crianças! Como é bom ter diferenças… Diferença de génios, de temperamentos, de opiniões, de pontos de vista… Que bom conviver com o diferente! É na família que nos conhecemos, nos descobrimos, nos aproximamos, nos corrigimos, nos desentendemos e nos perdoamosNa família, nem tudo é 100%, mas nela nos amamos, nos perdoamos, nos reconciliamos. E aí está o essencial: a família é um “oásis de amor!”

A pedagogia utilizada por Dom Bosco para educar a juventude de sua época continua a ser um milagre vivo. Há mais de 150 anos tem sido eficiente na educação de jovens e adultos por todo o mundo. Sua educação para a vida oferece a convivência no amor, um modo simples de amar e querer bem ao próximo. Todo processo educativo tem seu início no seio da família, por isso, o método de Dom Bosco pode ser usado integralmente pelos pais na arte de educar no dia a dia. É uma pedagogia que atrai, encanta, transforma, envolvendo pais, filhos, mestres e alunos em um ambiente de alegria. Apresento-lhe como proposta para a formação de seus filhos os 10 pontos básicos do método preventivo de Dom Bosco:


1) VALORIZE SEU FILHO.
2) ACREDITE EM SEU FILHO.
3) AME E RESPEITE SEU FILHO.
4) ELOGIE SEU FILHO SEMPRE QUE PUDER, E ELE MERECER.
5) COMPREENDA SEU FILHO.
6) ALEGRE-SE COM SEU FILHO.
7) APROXIME-SE DE SEU FILHO.
8 ) SEJA COERENTE COM SEU FILHO.
9) PREVENIR É MELHOR QUE CASTIGAR SEU FILHO.
10) REZE COM SEU FILHO.


Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Depois das férias, a família Vicentina regressou…

Com muita força e entrega neste trabalho de Apostolado da caridade, regressamos para fazer o bem ao próximo.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

«Se alguém vem ter comigo,
e não Me preferir ao pai, à mãe,
à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs
e até à própria vida,
não pode ser meu discípulo.
Quem não toma a sua cruz para Me seguir,
não pode ser meu discípulo.»

A leitura de reflexão chama-nos a atenção sobre o bem que temos de fazer ao próximo. Jesus chama-nos e a nossa resposta tem de ser um SIM absoluto e sincero. Mas para que este SIM seja de entrega total temos de abdicar de muitas coisas como por exemplo, deixar a nossa família para podermos ir ao encontro daqueles de que precisam, que estão sós, que necessitam de apoio psicológico, de uma palavra de conforto…

Precisamos de deixar de pensar só em nós e pensar mais no outro, naquele que pede mais de nós.

Jesus chama-nos atenção «Quem de Vós não renunciar a todos os bens não pode ser meu discípulo.»

Quem dá um pouco da sua vida aos outros, está mais próximo de Deus.

Saudações Vicentinas.

“Cristão em férias ou férias de Cristão?”

A reunião do pretérito dia 15 de Julho de 2010, a última antes do período de férias, foi bastante produtiva e teve grande afluência dos Confrades Vicentinos.
Vamos de férias apenas das reuniões, porque o trabalho activo da acção Vicentina mantêm-se, isto é, continuamos a fazer as visitas e a acompanhar os nossos irmãos mais fragilizados…

Antes do período de férias iremos realizar um convívio com toda a Família Vicentina de S. Martinho de Bougado.

Voltaremos às nossas reuniões no próximo dia 9 de Setembro de 2010.

Boas Férias para todos.

O tema de reflexão da nossa reunião tinha como título “ Cristão em férias ou férias de Cristão?”, tendo este sido retirado do sitio http://jmvalferrarede.blogspot.com/2009/07/cristao-em-ferias-ou-ferias-de-cristao.html .
Começamos por escutar o texto na íntegra. Depois reflectimos sobre aquilo que deve ser as férias de um cristão, nomeadamente de um vicentino. Dessa reflexão
surgiram algumas conclusões, tais como:
– Se no tempo de férias não deixamos de cumprir com as nossos deveres e com as nossas responsabilidades enquanto pais, filhos, cidadãos, amigos, etc. também
devemos continuar a nossa vivência enquanto cristãos, isto é, devemos continuar a mostrar a nossa fé quer em obras, quer através do nosso exemplo de vida.
– Uma das sugestões apresentadas, foi por exemplo, levar um livro que nos ajude a crescer na fé e que nos faça reflectir sobre ela.
– Independentemente do local onde nos encontremos não devemos ter vergonha de nos assumir cristãos.
– No fundo, apenas uma coisa se exige ao cristão, é que seja coerente, possa dedicar uma ou duas horas na semana às coisas de Deus. Pois, de certeza, que não é esse tempo que nos vai impedir de descansar.

Finalizo com saudações vicentinas e desejando a todos vicentinos ou simplesmente cristãos umas boas férias!

QUE VICENTINOS QUEREMOS SER?

Seria bom que os vicentinos não fossem precisos, mas o tipo de sociedade que temos, a pobreza a bater à porta de muita gente. O alcoolismo, a droga, a falta de um tecto, a falta de roupa, a falta de cuidados médicos, a doença, a discriminação social, a solidão, a imigração, etc., são problemas que hoje, no século XXI, continuam a existir na nossa sociedade. A acção vicentina procura ser a resposta oportuna para cada situação de sofrimento e/ou pobreza que se detecta. O vicentino tem de ser e é muitas vezes o 1º rosto da humanidade para com outro ser humano necessitado. O Estado, com a sua máquina pesadíssima, não pode ou não quer, ter este papel. Também porque não terá condições para isso. A acção do vicentino preocupa-se com a promoção do homem na sociedade, através de um sentimento de afecto e respeito pela dignidade de cada pessoa, da oferta de amor, de compreensão, de receptividade a uma confidência ou a um desabafo, um conselho ou uma palavra amiga. É esta a mais importante e fundamental e é aquela que o pobre irá recordar para o resto dos seus dias. Não será o médico ou enfermeiro que o tratou, a assistente social que lhe arranjou uma casa, ou lhe deu um cheque, ou o patrão que lhe paga o vencimento no final do mês, que marcará para a vida do pobre. Será aquele vicentino ou não vicentino, que o levou ao médico ou ao hospital quando estava mal, o vicentino que lhe arranjou um emprego, o vicentino que lhe deu comida, roupa, que lhe deu banho, que lhe limpou a casa, que lhe deu medicamentos, que o visitou no hospital, no lar, na cadeia, que o tirou da rua e o levou a uma qualquer instituição, que lhe deu um livro, que lhe deu um beijo na face, que enfim pela primeira vez o tratou como um verdadeiro Homem.
O que se trata aqui, é entender que temos de olhar o pobre, não atrás de uma secretária, como se de uma repartição de finanças se tratasse, mas olhá-lo de forma que entenda que estamos ali para o ouvirão ajudar, como se fosse um familiar nosso e que tem na frente dele um amigo, com dois ouvidos para ouvir, dois olhos para olhar e dois braços para ajudar. Este tipo de assistência social nunca poderá ser dispensada enquanto a humanidade for humano.
Logo, ao aproximar-se daquele irmão, carente de algo, o vicentino, lava-se interiormente, para entrar no seu território.
A nossa atitude, independentemente de tudo o que possamos oferecer, é fundamentalmente uma atitude de escuta. A caminhada ao encontro do outro. Curvamo-nos, diante daquele Cristo, que ali se apresenta sujo, mal alimentado, agressivo, ausente. Ou até muito bem vestido, bem posicionado, mas despido de calor humano e roído pela dor da solidão.
Nós, vicentinos, preocupemo-nos mais com a promoção do homem. O respeito pela sua dignidade, leva-nos a procurar encontrar no meio de toda a adversidade, a palavra amiga e o gesto carinhoso, geradores de esperança.
Quando entregamos algo, nesse estender de mão, revelamos o nosso respeito e o nosso carinho, talvez a única esperança de calor humano que encontram.
O Vicentino é a presença pacificadora, que não faz perguntas nem exige. Tudo o que ouvimos, desabafos e confidências, ficam guardados, numa dupla cumplicidade.
Em 2010, o nosso único objectivo, é fazer daquele que é o pobre ou o carenciado de hoje, o Homem de amanhã. Se vamos conseguindo ou não, não sei. Mas vamos sempre tentando e tendo esse sonho.
Temos cumprido a missão de Vicentinos?
Temos assumido a responsabilidade de todos os actos que aqui praticamos?
Das decisões que tomamos?
Para finalizar, coloco a questão:
Que tipo de vicentino queremos ser?
Viver em função do outro, não é um desperdício, é uma virtude e é uma missão!
Que cada Vicentino seja o rosto de Cristo junto dos pobres.
Foi este o tema de reflexão da nossa reunião que nos faz pensar e olhar em frente, Jesus está em cada pessoa à nossa volta e este tema alerta-nos para nós combatermos o nosso egoísmo e pensar no outro. Só assim nos sentimos realizados.

Abraço Vicentino.

Paz e Bem

No passado dia 18/06/10 o tema de reflexão da nossa reunião teve por título “A caridade olha para o futuro”, foi tirado da revista Escalada, que é editada pelo concelho central do Porto.

Passo a transcrever algumas frases mais tocantes do texto sobre o qual reflectimos.

(…) Hoje como ontem, ou talvez, mais hoje do que ontem, as pessoas que sofrem qualquer forma de indigência, seja nas suas novas manifestações como nas suas formas tradicionais, continuam a esperar e a requerer o consolo da caridade. “«Da caridade de Deus tudo provém, por ela tudo toma forma, para ela tudo tende». A caridade é o Dom maior que Deus concedeu aos Homens: é a sua promessa e a nossa esperança”, como nos diz o papa Bento XVI na recente encíclica Caritas in Veritati (2)

O amor total e desinteressado ao próximo, com a sensibilidade que brota de uma vida espiritual, acrescenta a criatividade necessária e o arrojo suficiente para curar as feridas dos que mais sofrem
A caridade portanto, não se pode limitar unicamente à ajuda material…

…O cristão sabe quando é tempo de falar de Deus e quando é oportuno não falar sobre Ele, deixando que somente fale o amor (DCE 31)

“Caridade não deve nunca olhar para trás, mas sempre para a frente, porque o número dos seus benefícios passados é sempre muito pequeno, mas as misérias presentes e futuras que ela deve aliviar são infinitas”

Depois de escutarmos o texto chegamos as seguintes conclusões:

– Hoje mais do que nunca é necessário transmitir valores cristãos às famílias, mas o mais importante não é falar ao expor qualquer doutrina é fazer, isto é estar atento ao outro e ajuda-lo com obras e não com palavras.

– O vicentino deve saber calar ou falar de Deus nos momentos oportunos, isto é não devemos impor nada mas propor.

– Não devemos ter vergonha de nos afirmar em qualquer parte, devemos falar sobre o que acreditamos com alegria, para que os outros vejam que ser cristão é uma opção de vida que faz com que cada um olhe pelo irmão numa perspectiva de partilha e testemunho de vida.